HP quer mobilidade mais acessível


O notebook que vira tablet, HP x360, tem preço atraente para o público jovem e o tablet HP 8 (abaixo) se destaca pela boa relação custo-benefício
São Paulo. Segundo pesquisa da consultoria IDC, nos últimos três meses do ano passado foram vendidos 3 milhões de tablets no Brasil, número que pela primeira vez superou - em 800 mil unidades - a quantidade de notebooks comercializadas no país no mesmo período. Também de acordo com o levantamento da IDC, 60% dos tablets vendidos no Brasil têm preço igual ou menor que R$ 500. Se você faz parte desse crescente número de consumidores, pode ser que também tenha sido um dos 12% que adquirem um desses dispositivos sem ter conhecimento das especificações do aparelho que estão levando para casa. Assim, muitos destes consumidores acabam sendo atraídos por aparelhos cujo principal apelo é o preço baixo e que, numa infeliz consequência, acabam não atendendo às suas expectativas por desempenho e qualidade. "É um absurdo o consumidor comprar um tablet de R$ 500 e acabar dando para o seu filho três dias depois", afirma Fabio Ranieri, gerente de mobilidade e desenvolvimento de negócios da HP, fabricante que está lançando no Brasil novos tablets na faixa abaixo de R$ 800.
"Quando o primeiro tablet já foi comprado, mas a experiência não foi legal, o consumidor não volta a comprar a mesma marca", diz Ranieri. O executivo da HP declara que o ciclo de troca de um tablet hoje é bem mais curto do que o de um notebook. Citando constatações de pesquisa encomendada pela HP, Ranieri afirma que a primeira exigência do consumidor brasileiro em relação a um tablet é que o aparelho não o deixe "esperando", isto é, que não apresente engasgos na hora de abrir, mudar de tela ou executar uma tarefa - sintomas naturais de aparelhos com um fraco processador. "Ele também quer que a tela esteja pronta quando precisar dela", acrescenta. Outra demanda é que o conteúdo "seja fácil de ler", indicando necessidade de uma resolução adequada nas telas dos dispositivos. Fabio Ranieri resume que no Brasil são importantes velocidade e design.
Outras preferências que se destacam no perfil do consumidor de tablet no Brasil é que o aparelho tenha duas câmeras - uma para tirar fotos e outra para bate-papo com vídeo. Na faixa de preço por volta dos R$ 800, também já é considerado "obrigatório" que o processador seja de quatro núcleos (quad core). Para o consumidor leigo, essa exigência simplesmente se resume em uma tela "touch ultra-rápida".
Lançamentos
"A gente entende que há uma qualificação no mercado brasileiro", afirma o executivo. De olho nas preferências do consumidor brasileiro, que privilegia o preço mas também já é exigente quanto a design e desempenho, a HP anunciou a chegada de três tablets e um notebook conversível. Todos os modelos, à exceção do tablet ElitePad 1000 (que custa R$ 3.499), refletem uma atenção especial da empresa em aproximar a marca do segmento de baixo custo, com preços bem competitivos. Essa estratégia começa com o HP 7, o tablet "de entrada", que custa R$ 599.
Buscando aliar preço competitivo a características de bom desempenho e design, tanto o HP 7, com tela de 7,1 polegadas, como o HP 8, de 7,85 polegadas (que custa R$ 799), vêm com acabamento em alumínio e contam com processador de quatro núcleos. Os dois têm o sistema operacional Android 4.2.2. O HP 8 tem espaço interno de 16GB, enquanto que o HP 7 armazena 8GB. O tablet ElitePad 1000, com sistema operacional Windows 8.1 Pro de 64 bits e tela de 10,1 polegadas com vidro resistente a arranhões, é voltado para o mercado corporativo.
Formatos híbridos
Já o Pavilion x360 é o novo notebook conversível da HP que também chega ao mercado com preço competitivo. O aparelho tem tela de 11,6 polegadas sensível ao toque e que gira 360 graus - permitindo, assim, que o aparelho seja usado como tablet. Seu sistema é o Windows 8.1, que comanda um processador Celeron de dois núcleos (também haverá uma versão com Pentium de quatro núcleos). Voltado para o público jovem e com o mote de ser "o primeiro 2 em 1 acessível para todos", o x360 chega ao Brasil somente na cor vermelha, por R$ 1.599.
De acordo com Marcos Tanoue, gerente de produtos notebook para o varejo, da HP, com o lançamento do x360 "dobrável" a companhia não abandonou o formato híbrido destacável, característica do modelo Split x2. Este aparelho, mais sofisticado que o x360, já está no mercado há alguns meses. Ele conta com duas baterias e disco de armazenamento internos independentes, tanto para o uso como notebook como para a tela que pode ser destacada para uso como tablet. Seu preço é R$ 2.799. Todos os novos aparelhos anunciados pela HP, em São Paulo, serão fabricados no Brasil e chegam às lojas a partir de maio e junho (caso do HP 7).
 
Telas menores já dominam mercado
No Brasil, de acordo com a pesquisa citada por Fabio Ranieri, gerente de mobilidade e desenvolvimento de negócios da HP, o principal uso do tablet tem sido o entretenimento e a interação com pessoas. Nos Estados Unidos, a principal utilidade citada pelos consumidores é "realizar tarefas". Fabio Ranieri acrescenta que, aqui no Brasil, adquirir um tablet com o objetivo de manter-se bem informado começa a ganhar relevância.
"As pessoas estão adotando mais e mais gadgets e um não substitui o outro. Por isso, é preciso que eles sejam acessíveis (no preço)", diz Ranieri, que informa que boa parte do custo do produto é por conta da tela. Os tablets com telas menores de 10 polegadas - o primeiro padrão de tamanho que popularizou o dispositivo, com a chegada do primeiro iPad, da Apple - já conquistaram seu espaço. Hoje, 67% dos tablets vendidos no mundo são de 7 polegadas. O público infantil é geralmente o foco desses dispositivos de tela pequena.
Enquanto isso, os dispositivos com tela de 8 polegadas, que hoje representam de 15% a 20% desse segmento, também vêm crescendo. Para o executivo, os tablets com tela de 8 polegadas são vantajosos pelo fato de terem a mesma resolução de um modelo de 10 polegadas, com metade do peso. O HP 8, que em breve chega ao mercado brasileiro, tem tela no formato 4:3 - que, segundo a HP, é ideal para acessar websites, para usuários com foco em consumo de conteúdo.
De sete para oito
O gerente de mobilidade da HP acha que a diferença de preço entre um tablet de 7 polegadas para o de 8 polegadas não deve chegar a R$ 400, como acontece com a linha de produtos de algumas marcas. "Não faz sentido pagar essa diferença", diz Fábio Ranieri. No caso dos novos tablets da fabricante, a diferença é de R$ 200 de um modelo para o outro. O aparelho de 7 polegadas custa R$ 599, enquanto que o de 8 polegadas tem preço de R$ 799.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/suplementos/tecno/hp-quer-mobilidade-mais-acessivel-1.1003848

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