Lâmpadas LED: Alguns beneficios e maleficios.
É um fato: as lâmpadas LED são econômicas, duráveis e mais benéficas ao meio ambiente. Mas, para proporcionar luz, estariam tirando algumas coisas do nosso cotidiano.
O projeto Cities at Night descobriu exatamente o que estamos perdendo. O grupo é responsável por criar um mapa usando o software do Google Maps com fotos da Terra tiradas durante a noite na Estação Espacial Internacional (ISS). Elas mostram como a iluminação aumentou ao longo dos anos em grandes cidades, especialmente depois que luzes LEDs foram implantadas nas ruas.
O resultado? Um fenômeno chamado "poluição luminosa". Ele é o excesso de luz em um ambiente ocasionado pelo brilho em excesso de uma ou várias fontes. Atualmente, isso acontece quando mudanças são realizadas na iluminação de um local, o que é exatamente o caso dessas metrópoles.
A previsão é que, até 2020, 70% de toda a iluminação pública nos grandes centros será de LEDs. Elas são inquestionavelmente importantes hoje e voltar para a tecnologia anterior não é uma opção, mas será que a poluição luminosa não deveria nos fazer pensar sobre o que estamos perdendo?
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, afirmam que lâmpadas de LED, consideradas ecologicamente corretas, podem causar câncer. Em entrevista ao TG Daily, o pesquisador Oladele Ogunseitan apontou que não se pode deixar de lado possíveis problemas de saúde causado por substâncias que não agridem o meio ambiente.
“LEDs são apontados como a próxima geração de dispositivos de iluminação. Mas como nós tentamos encontrar produtos que não esgotam os recursos energéticos ou contribuem para o aquecimento global, temos de ser vigilantes sobre os riscos de toxicidade daqueles comercializados como substitutos”, garantiu o pesquisador.
A pesquisa foi feita usando pequenas luzes multicoloridas de Natal, juntamente com outras usadas em semáforos e lanternas de carros. A descoberta foi preocupante: as luzes vermelhas continham até oito vezes o limite permitido de chumbo segundo leis do estado da Califórnia, o que eleva para “significativo” o risco de câncer.
As cores mais brilhantes apresentaram mais problemas, e as brancas, apesar de estar entre as menos perigosas, contém altos níveis de níquel. Além do câncer, substâncias encontradas nas lâmpadas podem causar outras doenças como lesões neurológicas, doenças renais, hipertensão e erupções cutâneas.
Apesar dos problemas comprovados, as lâmpadas de LED ainda não são classificadas como tóxicas e, segundo Ogunseitan, as fabricantes poderiam facilmente reduzir a concentração das substâncias que causam dano à saúde humana.

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